• Geraldo Leite

NASCIMENTO, ESPLENDOR E MORTE DE POTOSI

Um pastor chamado Diego Huallpa estava conduzindo seu rebanho de lhanas pelas montanhas dos Andes bolivianos quando notou que duas delas haviam se desgarrado do grupo. Diogo deixou suas lhanas em um lugar seguro e tornou a subir a montanha, para recuperar os animais perdidos.

Quando chegou ao local onde as lhanas haviam desaparecido era quase noite. Diego acendeu o fogo, e ficou ofuscado. Viu, assombrado, que o solo brilhava, tamanha a quantidade de prata e de ouro existente no chão que pisava.

Estavam descobertas as maiores minas de prata e de ouro até então existentes na face da terra.

Potosi cresceu de tal maneira que em pouco tempo se transformou na cidade mais populosa do mundo, depois de Paris!

Em 1611, chegou a ter 160.000 habitantes. Diz Pedro Dória que naquele ano, enquanto o Rio de Janeiro não passava de uma modesta aldeia, Potosi possuía 14 escolas de dança, 36 casas de jogo e 24 lojas de tecido. De suas minas foram extraídas, em pouco mais de cem anos, 19.353 toneladas de prata e 420 toneladas de ouro.

O esplendor de Potosi se manteve durante o restante do século XVIII, e no seguinte, até o primeiro quartel do século XIX.

Em 1825 a maior parte da prata e do ouro já tinha se esgotado. A população começou a diminuir, até chegar a, apenas, 8.000 habitantes...

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