• Geraldo Leite

O ENCONTRO DE VASCO DA GAMA COM O REI DE CALICUTE

Vasco da Gama chegou ao palácio real de Calicute acompanhado por uma multidão que o seguia desde o cais do porto. A multidão era tão numerosa que os guardas tiveram dificuldade em introduzi-lo no salão onde um senhor, vestido de branco, disse ser Conselheiro do rei. Cabia-lhe a missão de levar o Embaixador de Portugal ao Samorim.

O salão onde se realizou o encontro era esplendoroso.

Em cima de um estrado drapeado de veludo verde, o rei estava recostado em um divã, coberto com um pano bordado com lindas rosas de ouro. Trajava uma tiara repleta de pérolas de todos os tamanhos. Outras joias ornavam seus braços, dedos e orelhas.

Vasco da Gama e seus companheiros saudaram o rei erguendo as mãos para o alto, mas foram avisados que deveriam permanecer à certa distância, evitando escarrar e arrotar, e só falar ocultando a boca com a mão esquerda a fim de não macular o rajá com o hálito.

Enquanto tomavam conhecimento desta etiqueta, os visitantes notaram que as paredes estavam cobertas de seda multicolor e a túnica real era abotoada com pérolas e fios de ouro. Também de ouro eram a mantilha que cobria as pernas do soberano e as bacias utilizadas para cuspir.

Por toda parte abundavam joias, ouro e pérolas.

O Samorim fez sinal para Vasco parlamentar com os notáveis que ali se encontravam. Vasco se ressentiu e disse, através do intérprete, que ele era embaixador do rei de Portugal, pessoa tão rica e importante quanto o rei de Calicute, motivo pelo qual só parlamentaria com o próprio rei.

O monarca concordou e mandou que levassem Vasco para outro pavilhão onde só permaceram os dois, com seus respectivos intérpretes.

A partir daquele momento a entrevista teve curso normal, dela resultando um tratado de paz, amizade e livre comércio.

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